Agricultura move a economia brasileira desde os tempos do descobrimento
A economia do Brasil, desde os primórdios, sempre foi atrelada a agricultura. Um dos países que mais exporta no mundo é especialista na produção de cereais, frutas, grãos e outros. Destacam-se a cana-de-açúcar, o café e a soja, além do gado e demais proteínas de origem animal. Apesar de toda relevância do setor, que representou 23,5% de todo o Produto Interno Bruto (PIB), no ano de 2017, o Brasil ainda possui muito potencial para o desenvolvimento do agronegócio.
O ex-presidente Getúlio Vargas popularizou a expressão “Brasil, o celeiro do mundo”. Em 1960, o então presidente Juscelino Kubitschek instaurou que 28 de julho seria o Dia do Agricultor. A data emergiu em comemoração aos 100 anos da criação do Ministério da Agricultura.
Destaca-se ainda a posição de protagonismo da agricultura familiar. Segundo a Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo são 4,4 milhões de propriedades, que representam 84,4% do total de estabelecimentos agropecuários no Brasil, e geram 77% dos empregos no setor.
Origem da Agricultura no Brasil
Na origem do Brasil, os nativos já cultivavam a mandioca, o amendoim, o tabaco, a batata-doce e o milho, além de frutas nativas e outros insumos de origem vegetal. O extrativismo do pau-brasil foi a primeira razão econômica para que o solo brasileiro fosse incorporado como colônia de Portugal.
Ao longo dos anos, a Região Sudeste concentrou a produção do café. Este movimento acentuou as diferenças econômicas entre as regiões brasileiras, em especial com o Nordeste. Com o passar dos anos, a produção agrícola foi diversificada. Apenas em 1990, com a estabilização da economia do Brasil, houve mudança radical neste segmento. A partir deste ponto houve introdução da mecanização com a redução de custos e diminuição da mão-de-obra no campo, além do aumento da produtividade e da profissionalização do setor.